Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/10/2020
A dificuldade em combater epidemias que estão presentes no cotidiano de muitos brasileiros
No século XIV, o continente europeu viveu um dos piores cenários epidêmicos de sua história. A peste negra foi responsável por matar cerca de 50 milhões de pessoas. Por ser transmitida através de pulgas que viviam em ratos contaminados, foi possível amenizar a doença a partir de medidas sanitárias e de higiene. No Brasil, muitas epidemias também se dão por conta de condições precárias de saneamento. Logo, é urgente e relevante a discussão sobre o tema e conseguinte solução do mesmo.
Atualmente, as favelas brasileiras são um exemplo de ausência de planejamento governamental de áreas pobres. Nesses locais, o descaso com a população periférica evidencia a falta de saneamento básico. Assim, a própria comunidade fica responsável por essa gestão que não é supervisionada por órgãos qualificados. Dessa forma, muitas vezes a água consumida não é apta para o consumo e os dejetos humanos são depositados em lugares não apropriados.
A escassez de condições favoráveis de higiene atrelada a pouca informação contribui com a propagação de doenças. Isso ocorre, pois a precariedade do tratamento de esgoto, por exemplo, e a desinformação a respeito de profilaxias possibilita o aparecimento de larvas e mosquitos. Os cidadãos não atentam-se a combater focos de proliferação por não saber como agir ou por não reconhecer o problema em si e a importância de detê-lo.
Portanto, nota-se que a adversidade acerca das epidemias brasileiras deve ser combatida por meio de melhorias nas condições básicas de saúde pública. Para isso, é necessário que o Estado invista no tratamento de água e esgoto em regiões carentes. Além disso, também deve investir na melhoria da vigilância sanitária de cada comunidade, a fim de garantir uma supervisão mais elaborada e eficaz sobre as enfermidades. Em parceria com os veículos midiáticos, a Secretaria de Saúde pode realizar campanhas de conscientização de higiene. Dessa maneira, a comunidade pode contribuir para que os focos de contaminação diminuam. Por conseguinte, a condição de vida da população pode melhorar e o cenário epidêmico a nível nacional também.