Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/11/2020

Os Direitos Humanos, promulgados em 1988, têm como base promover o bem-estar social, sendo que tal privilégio é lesionado pelos desafios da saúde pública em relação as epidemias. Com, isso a ausência de políticas públicas eficientes que equiparam os indivíduos é evidente, em que a precariedade no saneamento básico e a escassez de informações são fatores alarmantes. A manutenção dessa conjuntura, aliada à inércia do Governo frente ao problema eminente agrava o cenário.

Inicialmente, cabe pontuar que a desigualdade social impacta diretamente na saúde pública do país. Dessa ótica, a obra romance naturalista ‘‘O Cortiço’’, publicada em 1890 por Aluísio Azevedo, tem como destaque a animalização dos personagens, em que o livro expõe a vida dos moradores de um cortiço, que são desprestigiados socialmente, que convivem com a falta de saneamento básico e impactos na saúde local. Desse modo, saindo da ficção e se materializando na sociedade atual, os tecidos sociais mais pobres sofrem com a precariedade da infraestrutura habitacional, em que as divergências nos serviços de saneamento ocasionam focos de doença e retorno de epidemias já controladas.

Outrossim, a inércia do Governo diante do problema eminente agrava o cenário. Nesse contexto, o escasso repasse de informações acerca dos meios de prevenção a variadas enfermidades se torna um entrave na saúde pública, em que a falta de investimento para se precaver das doenças epidemiológicas leva ao colapso do sistema de saúde do país. Dessa forma, as verbas são destinadas em maior parte para o tratamento dessas doenças, ficando escanteado a questão da precaução, sendo que medidas para contornar essa dificuldade contribuiria para o descongestionamento dos hospitais e, consequentemente, as verbas públicas seriam destinadas para outros setores prioritários. .

Torna-se evidente, portanto, medidas cabíveis para amenizar um problema que assola a sociedade brasileira. Em primeira instância, cumpre ao Governo Federal, na condição de responsável pela formação do orçamento da União, por meio de uma maior destinação de verbas, investir mais amplamente no sistema de saneamento básico em todo o território brasileiro, para, assim, evitar a proliferação de doenças. Concomitantemente, o Ministério da Educação viabilizar projetos que fomentam uma sólida cultura de prevenção à enfermidades, como debates e palestras na presença da família, com intuito de promover o conhecimento e por em prática no cotidiano. Feito isso, de fato a racionalidade crítica minguaria os desafios da saúde pública no âmbito social brasileiro.