Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 02/11/2020
No filme “Contágio”, do ano de 2011, é possível acompanhar o desenvolvimento de um vírus surgido na China, em que, aos poucos, é capaz de infectar dois terços do planeta. Tanto no filme como na vida real, tais situações podem adquirir tamanha proporção devido à falta de medidas de combate à doença. No Brasil, por exemplo, a Dengue é uma doença epidêmica, e a cada ano que passa seus números tendem a aumentar, justamente devido à fatores como a falta de medidas preventivas para a aniquilação do mosquito Aedes aegypti e a ineficácia dos investimentos por parte do Governo Federal. Por isso, torna-se importante a discussão sobre estratégias eficientes de combate à doença.
Em primeiro lugar, é importante salientar onde se encontram os principais erros de combate ao mosquito. De acordo com o Biólogo e Pesquisador Átila Iamarino, a maior parte da população brasileira não possui conhecimento suficiente acerca das doenças virais e de suas causas. Tal fato diz muito acerca do porquê o Brasil possui números tão grandes de pessoas infectadas. Certamente, se houvesse uma manutenção de fatores como água parada em regiões úmidas e quentes, lugares com um saneamento básico eficiente e uma educação da população sobre como evitar a proliferação do mosquito, muitos brasileiros não teriam morrido devido a esta grave doença.
Outrossim, é inerente o olhar sobre as ações governamentais diante do problema. Apesar de ações e de propagandas televisivas nos últimos anos, de acordo com o Jornal do Brasil, houve um aumento de quase 340% do ano de 2018 para 2019 no número de infectados com o vírus da Dengue. Isso mostra que o principal problema é a falta de ações diretas no controle da doença, como monitoramentos presenciais e regulares em regiões e cidades com maior incidência do mosquito, além de uma inspeção mensal nos moradores para obter um controle numérico dos infectados.
Depreende-se, portanto, de ações que visem diminuir continuamente o espalhamento do mosquito no país. Logo, é necessário que o Ministério da Saúde, adjunto do Ministério do Meio Ambiente, realizem investimentos conjuntos na pasta de doenças virais, em que a partir do direcionamento antecipado da verba pública pela Lei Orçamentária Anual (LOA), sejam contratados em todos os municípios da federação, Agentes Sanitários de Controle à Endemias. Assim, com ações ativas e diretas de responsáveis da saúde que promoverão inspeções em regiões mais afastadas dos centros urbanos, é certo que o número de pessoas infectadas com o vírus passará a ser menor, e com isso, mais vidas brasileiras serão salvas desta preocupante doença.