Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 13/11/2020
A Constituição Cidadã – norma de maior hierarquia do sistema jurídico nacional- assegura a todos os indivíduos o direito à saúde pública de qualidade. Contudo, na prática, tal garantia é deturpada, visto que muitos brasileiros têm o seu bem-estar prejudicado pela insuficiência de políticas de conscientização e prevenção contra epidemias. Logo, é substancial a participação da sociedade associada à atuação dos órgãos governamentais para que melhorias, nesse sentido, sejam consolidadas.
Nessa perspectiva, o médico brasileiro Oswaldo Cruz visando erradicar uma conjuntura epidêmica nacional, implementou a vacinação obrigatória que, em 1904, compeliu a Revolta da Vacina em decorrência da posição governamental violenta para concretização dessa medida. Nesse sentido, a percepção limitada acerca de vacinação contra epidemias da sociedade pós-moderna, prejudica as campanhas de imunização, uma vez que muitos indivíduos não vão aos postos de saúde se proteger de doenças de fácil propagação.
Outrossim, desde o Período Colonial, o Brasil foi palco de inúmeras doenças epidemiológicas como a febre amarela e a tuberculose. Esse cenário adverso persiste até os dias hodiernos, sobretudo, em virtude da negligencia do Governo em garantir o saneamento básico adequado no território brasileiro e, consequentemente, a população tem sua saúde exposta a vetores como o da dengue, zika ou chikungunya.
Portanto, são prementes mais medidas de intervenção para minimizar esse impasse. Para isso, cabe ao Estado e a participação civil, mediante uma parceria mutua, promover debates intermediados pelas mídias sociais que conscientize os brasileiros acerca da vacinação como modo de mitigar epidemias e, além disso, é substancial a consolidação de um sistema sanitário eficaz, por meio de uma fiscalização rigorosa e uma redefinição orçamentária de gastos públicos, com fito de garantir a cidadania legislativa da população nacional.