Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 16/11/2020

A peste bubônica, mais conhecida por peste negra, foi uma pandemia que atingiu vários países e causou inúmeras mortes durante a Baixa Idade Média. Um grande fator na proliferação dessa doença foi a falta de saneamento básico na época. Pode-se relacionar isso à proliferação de epidemias no Brasil que frequentemente possui o mesmo catalisador.

Segundo o Ministério da Saúde, o aumento do número da casos de dengue no Brasil está relacionado ao crescimento de armazenamento de água em decorrência da seca. Um exemplo foi no Nordeste, em 2015, onde 76,5% dos criadouros do mosquito “aedes egypti” estavam localizados nos armazenamentos de água. O que demonstra uma das consequências da falta de saneamento na proliferação da dengue, Chikungunya e zika.

Outro exemplo de epidemia correlacionada ao saneamento é a esquistossomose, doença que tem como hospedeiro intermediário caramujos de água doce. O lançamento de esgotos em rios, lagoas e valas tem criado ambientes propícios para a transmissão dessa doença e outras doenças parasitárias. Tornando-se evidente a importância do saneamento básico na diminuição de casos de várias epidemias.

Portanto, medidas necessárias para resolver essa problemática são: o maior investimento no saneamento em áreas carentes, por de parte do Estado, distribuindo água potável, fornecendo tratamento de esgoto, drenagem urbana e coleta de resíduos sólidos. Obtendo-se assim uma diminuição gradativa dos casos que podem ser evitados por essas medidas preventivas.