Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/12/2020
O SUS (Sistema Único de Saúde) foi criado em 1988 como forma de assegurar o direito à saúde universal e gratuita, é principalmente com ele que a população deve encontrar amparo em casos de epidemia, por exemplo. No entanto, tal auxílio não vem sendo prestado de forma satisfatória e os surtos se alastram rapidamente, isso se deve pelo despreparo da saúde pública em absorver o contingente total de vítimas e pela intransigência da população quanto às prevenções. Logo, cabem ações do Ministério da Saúde e das escolas no combate a essa situação.
Sendo assim, fica evidente a incapacidade do sistema de saúde em oferecer o devido auxílio a quem precisa, deixando-os à margem, muitas vezes, do próprio bolso. Nesse viés, uma pesquisa realizada pelo Sistema de Indicadores de Percepção Social aponta que 40% dos entrevistados decidiu contratar um plano de saúde privado para driblar os problemas do público. Ademais, problemas como a falta de leitos e o tempo de espera elevado são ainda mais exaltados em tempos epidêmicos. Logo, esperam-se intervenções governamentais para contornar esses déficits.
Outrossim, a insensibilidade da população no combate às doenças transmissíveis e suas prevenções dificulta o controle de casos e erradicação deles. Nessa óptica, dados do Ministério da Saúde apontam que em média 30% dos criadouros do mosquito que mais causa epidemias no Brasil são depósitos domiciliares. Desse modo, ações simples que poderiam ter significativa influência no combate a tais problemas são irresponsavelmente desonradas. Cabem, portanto, ações das escolas desde cedo visando o engajamento social nessas questões.
Urge, pois, que o Ministério da Saúde atue mais rigorosamente na melhoria das capacidades de amparo da saúde pública, por meio do aumento do número de leitos e diminuição dos tempos de espera, a partir da disponibilização de mais profissionais e criação de atendimentos online, com o fito de tornar possível o auxílio à demanda total de pacientes. Além disso, as escolas devem instruir desde cedo sobre os problemas advindos do descaso quanto à prevenção de epidemias, com o objetivo de mudar as intransigências acerca de pequenas ações de combate a essas doenças.