Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 11/01/2021
Varíola. Gripe Espanhola. Febre Amarela. Dengue. Essas são algumas das diversas epidemias que se proliferaram no Brasil durante a sua história. Desse modo, tais doenças são causadoras de diversas consequências desfavoráveis ao país. Sob essa ótica, compreender o atual cenário dos desafios da saúde pública nacional é substancial para a promoção de resoluções, uma vez que mortes e impactos na economia são notados.
É preciso considerar, antes de tudo, que para algumas patologias já foram desenvolvidas vacinas, as quais são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, os brasileiros não se empenham na imunização, seja por notícias falsas ou pelo movimento antivacina, de modo a permitir a rápida difusão de vírus e bactérias entre os habitantes. Prova disso é que, segundo o Ministério da Saúde, 15 pessoas morreram no Brasil, em 2019, por Sarampo, o qual havia sido erradicado em 2016. Esse contexto, em acordo com o Método Científico do filósofo Francis Bacon, o qual salienta que conhecimento é poder, mostra a necessidade de a sociedade ter compreensão acerca dos benefícios de ações profiláticas contra essas mazelas.
É válido ressaltar, ainda, os efeitos negativos na poupança nacional consequentes dos surtos. Essa situação é ilustrada pelo contágio acelerado do Coronavírus, em que diversos comércios, considerados não essenciais, foram fechados como forma de prevenção comunitária. Entretanto, eles são os principais provedores de renda, de forma a prejudicar os cidadãos autônomos, que totalizam 38 milhões, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tal realidade, em consonância com a Teoria Contratualista do filósofo John Locke, o qual salienta que Estado e indivíduo devem fazer um contrato social para que ambos possam se desenvolver, demonstra a necessidade de medidas do governo para amparar monetariamente as pessoas em momentos similares.
Evidencia-se, portanto, que são muitos os problemas ocasionados pela propagação de microrganismos infecciosos. Para contrapor as situações, cabe ao Ministério da Saúde, em ação conjunta à mídia, elucidar o corpo social quanto à importância da vacinação e a tomada de outras medidas para aquelas enfermidades que ainda não possuem imunizantes, por meio de informativos transmitidos nos programas televisivos, a fim de preservar a vida da população. Outrossim, o Ministério da Economia deve promover programas que atuem em períodos como o da disseminação da Covid-19, por intermédio da disponibilização de auxílios financeiros para as famílias, com a finalidade de manter o bem-estar social. Destarte, será possível conter tais impasses, na medida em que o legado dos filósofos Bacon e Locke serão vistos como ensinamentos.