Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/12/2020

Thomas More, através do livro “Utopia”, narra a realidade de uma ilha fictícia onde não havia qualquer tipo de problema e beirava a perfeição. Hodiernamente, o Brasil se mostra distante da idealização de More, principalmente quanto a comparência de epidemias no país. Destarte, deve-se analisar tanto a falta de investimentos ao setor da saúde, quanto a falta de acesso a informação como fatores que cercam esse cenário fatídico.

A princípio, cabe salientar que a verba destinada à saúde é insuficiente para a manutenção desse setor. Assim sendo, é necessário mencionar a PEC do teto (proposta de emenda constitucional número 95), promulgada em 2016, a qual estabelece um limite de investimentos estatais à saúde durante vinte anos. Portanto, pode-se trazer à luz ao pensamento crítico de que o sistema público de saúde não dispõe de mecanismos financeiros necessários para combater as vigentes epidemias no país.

Outrossim, é imprescindível averiguar a carência de informes elucidativos a respeito das formas de prevenção de enfermidades endêmicas. Essa ideia faz ideia a frase de Immanuel Kant:  “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. Logo, pode-se inferir que atitudes banais que poderiam auxiliar ao combate de doenças endêmicas não são realizadas por falta de conhecimento dos indivíduos.

Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Para atingir a plenitude nesse âmbito, cabe ao presidente, por meio das atribuições do seu poder, anular a PEC do teto, garantindo um maior fluxo de capital aos serviços de saúde, com o intuito de ampliar a sua capacidade em combater a proliferação de patologias endêmicas  e curar os doentes. Ademais, é dever do Ministério da Educação, adicionar a grade curricular obrigatória do ensino médio uma disciplina responsável por lecionar a respeito de doenças e seus sintomas e profilaxias de forma a diminuir a incidencia de enfermidades endemicas no país.