Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/03/2021
A Constituição Federal de 1988, isntituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem sua origem no movimento conhecido como Revolução Sanitária dos anos de 1970, cujo objetivo era a defesa da saúde como direito de todos. Sob essa perspectiva, é notório que esse sistema torna-se fragmentado devido à verba insuficiente e à longa espera para consultas.Tais falhas, são ainda mais evidentes em cenários de epidemia. Logo, é necessário a análise desse imbróglio com ênfase nas melhorias no sistema público de saúde e nas condições sanitárias.
De início, é importante ressaltar que a falta de medicamentos, de médicos, de leitos e o excesso de pessoas de pessoas em espera de atendimento, agravam ainda mais as situações de epidemia nos país. Nesse sentido, o filósofo John Locke desenvolveu o conceito de que os indivíduos cedem dua confiança ao Estado que em contrapartida deve garantir o cuidado aos cidadãos. Ocorre que a ideia de Locke está longe de ser uma realidade no Brasil, tendo em vista que as autoridades governamentais omitam-se acerca dessa questão, negligenciando, assim, a saúde coletiva.
Sob outra análise, a ausência de saneamento básico, em especial, de redes de tratamento de esgoto e a disponibilização de água potável, contribui para o contágio e a consequente disseminação de doenças. A esse respeito, o médico-sanitarista Oswaldo Cruz, na década de 1970, no período do surto de Febre Amarela no Rio de Janeiro, implantou uma série de medids sanitárias e de higiene, o que ajudou a controlar a situação precária da época e foi uma marco na saúde pública. Contudo, na visão atual, ainda existem muitas regiões que não dispõem de tais medidas e, assim, a população se torna mais suscetível a contrair as doenças. Assim, é de grande importância que haja a implementação do sistema sanitário em todo o país, para que situações epidêmicas sejam amenizadas.
Para que o país seja capaz de lidar com as epidemias, é necessário, portanto, que o Ministério da Saúde em parceria com órgãos munipais promovam a construção de uma quantidade de hospitais e postos de saúde suficiente para atender toda a população, com intuito de eliminar as enormes filas em busca de atendimento. Além disso, é importante que o Governo Federal com apoio dos municípios, disponibilizem sistemas de tratamento de água e esgoto em locais que não disfrutam desses recursos, com objetivo de reduzir a proliferação de doenças. Assim, será possível contornar a questão das doenças epidêmicas de maneira eficaz no Brasil.