Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 11/12/2020

A Constituição Federal de 1988, Carta Magna do país, prevê, no artigo 6 o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa os desafios epidêmicos na saúde pública, dificultando, assim, a universalização desse direito social tão importante. Nesse cenário, faz-se imperiosa a análise do descaso público e da desinformação social como fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os entraves na saúde pública. Nesse contexto, vale destacar o baixo investimento em equipes médicas nas regiões do país, tal fato comprovado na ínfima demografia médica no estado do Maranhão que, segundo o IBGE, é de apenas 0,87 médico por mil habitantes. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo Aristóteles, configura-se como uma violação da harmonia social, já que o Estado não cumpre sua função de satisfazer as necessidades políticas e sociais do cidadão, como a saúde, o que ainda é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a desinformação acerca das medidas profiláticas como impulsionador das epidemias no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o armazenamento de água parada é responsável por cerca 76% do surgimento de novos casos de dengue na região Nordeste. Diante de tal exposto nota-se um déficit informacional da população acerca das medidas preventivas de doenças. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Entende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio do Ministério da Saúde e da Vigilância Sanitária, promova maiores ações de fiscalização, a fim de garantir medicamentos, tratamentos e prevenções através do programa do SUS. Paralelamente, é imperativo que a mídia, por meio de campanhas, promova propagandas informativas, a fim de gerar conscientização acerca das medidas de profilaxias em toda a população. Assim, será possível a construção de uma sociedade pautada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.