Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 29/12/2020
Durante dezembro de 2019, surgiu, na cidade chinesa de Wuhan, uma nova doença, denominada Covid-19, super contagiosa e perigosa. Em razão da transmissão rápida que o vírus causava, não demorou para que se espalhasse pelo mundo. Seguindo essa lógica, o Brasil foi atingido em meados de fevereiro de 2020, esse fator provocou,rapidamente, um surto e uma situação de emergência devido à falta investimentos em saúde e políticas públicas. Dessa forma, é preciso de medidas para enfrentar os desafios de saúde pública em decorrência de epidemias.
A princípio, é válido salientar que o Brasil gasta pouco e mal em saúde pública. Nesse viés, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, que determina que é dever do Estado garantir saúde a toda a população brasileira. No entanto, percebe-se que o Governo não cumpre com a lei promulgada pela Constituição, posto que durante a pandemia ocasionada pelo Covid-19, ficou evidente a falta de investimento nesse setor, o que acarretou em superlotação dos hospitais, insuficiência de aparatos médicos e falta de testes da doença.
Outrossim, as políticas públicas são ações desenvolvidas pelo Estado para garantir os direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis, logo, no enfrentamento de epidemias, é essencial tê-las. No cenário brasilieiro, medidas são tomadas, mas, infelizmente, não são eficazes. Nesse sentido, locais de extrema pobreza como favelas, comunidades e periferia se tornam mais vulneráveis a epidemias, visto que, segundo o Plano Nacional de Saneamento, tais locais não possuem acesso precário à água potável e consequentemente estão sujeitos, com maior facilidade, à proliferação de doenças.
Evidencia-se, portanto, a carência de medidas para que o cenário retratado mude. É indispensável, nesse viés, que o Governo Federal, na condição de garantidor dos direitos de vida, em parceria com o Ministério da Saúde, aumente o investimento em saúde pública e no sistema de saneamento básico em todo o território brasileiro, a fim de preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para possíveis epidemias e diminuir a proliferação de doenças em locais precários. Feito isso, o surto equivalente ao do Covid-19 poderá ser contido com maior facilidade.