Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 06/01/2021
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que se concerne ao problema de lidar com epidemias no Brasil, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de conhecimento e da falta de investimentos.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de conhecimento é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre como lidar com epidemias sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão da saúde pública, é preciso investimento massivo. Como há uma lacuna finaceira no que tange ao problema, sua erradicação tem sido complicada.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Como solução, as lideranças dos bairros, em parceria com a prefeitura, devem elaborar abaixo-assinados e cartas exigindo do poder público maior direcionamento de verba à resolução das epidemias. Tais documentos podem ser digitalizados e enviados ao site “Fala.BR”, plataforma de ouvidoria da Controladoria-Geral da União. Assim, o governo pode se conscientizar acerca da destinação da verba pública e da importância de solucionar com urgência os desafios que a saúde pública tem que lidar.