Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 25/08/2021

De acordo com o Ministério de Saúde, epidemia é o aumento brusco, significativo e transitório da ocorrência de uma determinada doença numa população. Quando a área geográfica é restrita e o número de pessoas atingidas é pequeno, costuma-se usar o termo surto. Entretanto, na sociedade brasileira, o crescimento de epidemia tem se tornado frequente, a qual provoca um grande aumento de casos de epidemias pelo Brasil. Sob essa perspectiva, a razão motivadora, como o agravamento de epidemias no Brasil deve ser mudada sem morosidade.

Sob esse viés, observa-se que as epidemias no Brasil são agravadas pelo congestionamento do Sistema Único de Saúde. De fato, as autoridades voltam sua atenção e recursos para o tratamento da doença, deixando de lado sua causa e contribuindo para o surgimento de epidemias. No entanto, a falta de saneamento básico em algumas regiões do Brasil, por exemplo, contribui drasticamente para disseminar algumas doenças por todo país. Nesse cenário, exemplo disso é o aumento no percentual de casos de microcefalia, uma anomalia que pesquisadores acreditam estar relacionada também ao mosquito transmissor da dengue. Sendo assim, nota-se a coerência dos fatos devido ao aumento da proliferação desses mosquitos na região onde houve maior número de casos da doença.

Ademais, outro fato que contribui para aumentar as epidemias no Brasil, é o período de seca enfrentado por algumas regiões. Dessa maneira, a necessidade de armazenar água de para sobrevivência e a falta de compromisso da população com o meio ambiente, faz com que as pessoas armazenem a água de forma incorreta, contribuindo para intensificar a reprodução de mosquitos causadores de doenças como a dengue. Além disso, o que pode ser observado no ano de 2015 na região sudeste do Brasil, na qual passou um longo período na ausência de chuva e consequentemente apresentou uma elevada taxa de casos notificados de dengue em relação as outras regiões. Diante disso, tudo isso acarreta o aparecimento novamente de epidemias já ocorridas no país, que poderá vir a surgir caso não seja tomada medidas necessárias de precaução da doença.

Infere-se, portanto, que o Brasil não deve tentar controlar o problema das epidemias depois de seu surgimento, e sim promover meios para combater essas doenças antes de sua manifestação. Logo, faz-se necessária a atuação da Organização Mundial de Saúde para realizar campanhas e debates a fim de mostrar para a sociedade seu papel no controle de epidemias, como por exemplo, o simples ato de não acumular água parada. Dessa forma, cabe a ela cobrar dos Estados o saneamento básico destribuído de forma igualitária para toda a população.