Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 17/06/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que as adversidades na saúde pública para lidar com epidemias no país afeta grande parte da população. Assim, seja pela negligência governamental, seja pela falta de saneamento básico, o problema exige uma reflexão urgente.
Convém salientar, de início, que o governo se omite frente ao agravamento da situação quando se diz acerca de realizar medidas para o controle de epidemias. Desse modo, é possível reconhecer que o governo se torna negligente a partir do momento que não coloca em prática a garantia de saúde a todos de acordo com o que foi previsto na Constituição Federal de 1988, especialmente, devido à falta de medicamentos gratuitos para a população, poucos médicos no atendimento, escassez de tratamentos para determinadas doenças transmissíveis, além da falta de saneamento básico que ocasiona para a proliferação de bactérias e vírus portadores de doenças, contribuindo cada vez mais para uma má qualidade de vida. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Ademais, é necessário ressaltar que a falta de saneamento básico como, a retirada de lixões das ruas e disponibilização de esgoto e água tratada é um entrave que atinge grande parte da população. Nesse âmbito, é possível notar que vários são os fatores que corroboram para a proliferação de doenças, como água parada onde os mosquitos transmissores se reproduzem, lixões que se tornam habitat de animais vetores de vírus, esgoto onde doenças se proliferam etc. Nesse sentido, o descaso com o governo para com a população se torna nítido, devido à ineficiência de medidas para contornar a situação e garantir o bem-estar a todos e, por isso, é inaceitável que essa situação se perpetue.
Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do Ministério da saúde, que deve, através de investimentos na área da saúde, como compra de medicamentos, contratação de profissionais contratados, para assim, promover medidas contribuam para erradicar doenças e para a população tratar da saúde com dignidade, a fim de proporcionar uma sociedade justa no qual todos possuam o direito ao bem estar.