Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

Define-se por epidemia a ocorrência de muitos surtos de determinada doença viral em diversas regiões. Partindo desse princípio, pode-se analisar o histórico brasileiro com as enfermidades que acabou afetando ou ceifando a vida  de muitos, como, por exemplo, a dengue, a zika, a febre amarela, entre outras. É notório que o sistema de saúde brasileiro não teve um investimento preciso para o enfrentamento dessas patologias, visto que ainda existem casos dessas doenças, principalmente em regiões desprovidas de uma boa assistência médica. Desse modo, é impreterível por em pauta a discussão acerca dos problemas que o Brasil enfrenta quanto aos prejuízos na saúde pública associado as epidemias.

No âmbito da discussão, vale a pena ressaltar o valor que o Sistema Único de Saúde (SUS) detém no Brasil e o quanto ele é essencial no tratamento de doenças em toda a nação. Evidentemente, o acesso à saúde pública no Brasil é um direito resguardado pela Constituição de 1988, porém, dados apontam o descaso frente à falta de investimento na área da saúde. Em 2016, apenas 9,7% do PIB nacional foi gasto com investimentos na saúde pública, problemas identificados como a falta de medicamentos, de leitos hospitalares e da distribuição de oxigênio escancaram uma realidade absurda no país. Ademais, o SUS é referência no tratamento de doenças epidemiológicas, contando com suporte profilático, assistência hospitalar e ambulatorial e vacinação, embora apresente outras adversidades.

Além disso, pode-se representar as antigas epidemias já encaradas pelo Brasil, como uma forma de reconhecer os erros cometidos e remodelar a situação da saúde pública para uma possível nova doença. A epidemia da febre amarela, no Brasil, é um grande exemplo da atuação do SUS, as medidas profiláticas advém por meio da vacinação que é feita pelo sistema, responsável pela imunização de todos. Partindo desse ponto, fica evidente a dimensão do SUS no cotidiano do brasileiro e como ele deve ser mais privilegiado pelos demais com a devida atenção.

Diante do exposto, infere-se, portanto, que, para garantir ao Brasil uma forma de se preparar para o surgimento de novas doenças é preciso mudanças. Para isso, é indispensável que o Governo Federal, em união com os Ministérios da Saúde e Economia, façam maiores aplicações na área da saúde. Isso pode-se dar por meio do aumento do uso da verba do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, para a construção de novos hospitais, unidades básicas de saúde e unidades de pronto atendimento. Tal ação pode, ainda, melhorar as condições dos hospitais e unidades de saúde já existentes, por meio de obtenção de recursos básicos para esses locais, como os medicamentos. Tudo isso, com a finalidade de garantir o total acesso à saúde para a população e evitar uma sobrecarga na saúde pública brasileira.