Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2021
A irresponsabilidade humana, fomentou diversos surtos epidêmicos desde o início da humanidade. A Peste Bulbônica por exemplo, no século catorze, surgiu devido à falta de higiene nas ruas europeias. Hoje, apesar dos avanços na medicina, o desmatamento, a poluição e outras negligências humanas ainda impulsionam as mortes causadas por doenças infecciosas.
Por consequência, o desmatamento destrói habitats de espécies transmissoras de doenças e as obriga a migrarem para o território urbano, como o caso do “Aedes aegypti”, mosquito causador da dengue, febre amarela e também é associado à Síndrome de Guillain-Barré e microcefalia, segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde, dentre as doenças citadas, todas apresentaram grande incidência no Brasil nos últimos meses e na maior parte dos casos pode levar à morte. O ativista Martin Luther King disse, “toda hora é hora de fazer o que é certo”, portanto, a partir de agora a sociedade precisa urgentemente prevenir essas doenças.
Além disso, existem alguns obstáculos para aliviar esse problema. A poluição, que tem agravado o aquecimento global e promovido a reprodução do inseto ainda apresenta alta incidência. As fiscalizações da legislação ambiental são falhas devido ao monitoramento insuficiente. Ademais, instruções dadas pelo Ministério da Saúde com relação a medidas de prevenção não são seguidas a risca pela população, como evitar água parada, por exemplo. Não apenas, com a lentidão apresentada na saúde pública no Brasil em relação à demanda, muitas pessoas morrem sem nem mesmo serem atendidas.
Nesse sentido, campanhas de conscientização sobre a importância do papel da sociedade em combater esse vetor, devem ser promovidas pela Organização Mundial da Saúde, em parceria com os meios midiáticos, a fim de obter a adesão popular no combate dessas doenças. Além disso, o aumento do corpo de funcionários da polícia ambiental em locais de maior negligência, é necessário, a fim de punir crimes e, como consequência, reduzi-los. Por fim, o Ministério da Saúde, juntos às universidades públicas, deve aumentar as vagas em hospitais para a prática de estudantes de medicina, de modo que eles possam se formar e também apoiar no cumprimento da demanda de atendimentos.