Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

Entende-se epidemia como um termo que diz respeito aos aumentos anormais dos números de pessoas contaminadas por uma doença, em uma região específica. É evidente que surtos epidemiológicos como dengue, zica, chikungunya, febre amarela, sarampo e hepatite são realidade no Brasil, causados muitas vezes não só pela falta de saneamento básico mas também pela falta de conhecimento, evidenciando assim a problemática da superlotação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em primeiro lugar, verifica-se que as condições sanitárias estão diretamente relacionadas ao surgimento de epidemias, pelo fato de a falta de saneamento básico, hábitos de higiene precários e péssimos práticas alimentares facilitarem a contaminação dos alimentos e das águas. Tendo como consequência uma grande parte da população brasileira contaminada, já que apenas 34% das casas, no Brasil, terem acesso a coleta de esgoto em 2018, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD).

Ademais, as condições sanitárias ruins não são as unicas responsáveis pelo aumento de pessoas infectadas, a falta de conhecimento também é um ocasionador, pois a zica, a dengue e a chikungunya são enfermidades causadas pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus que podem ser combatidas apenas ao evitar o acumulo de água parada, com isso 1 milhão de casos poderiam ser evitados em 2020, conforme dados do Ministério da Saúde. Atrelado a ampliação dos surtos epidemicos está a superlotação do Sistema Único de Saúde (SUS), visto que os hospitais públicos do Brasil não possuem capacidade para suportar toda a população verde-amarela que se contamina, uma vez que o número de pessoas que circulam por hospitais, laboratórios e emergencias cresce e torna díficil a compreenção e definição do quadro médico de cada paciente.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, vê-se a necessidade do Ministério da Saúde junto ao governo investir em saneamento básico para toda a população, além de destinar grande parte das verbas à saúde, em razão de não superlotar ou dificultar a situação do SUS e dos hospitais públicos do Brasil em crises epidemicas, e à educação, onde a escola será responsável por concientizar e ensinar seus alunos sobre hábitos alimentares e costumes sobre higiene, a partir de campanhas e apresentações. Para que assim a saúde pública não entre em colápso nas epidemias e a população tenha conhecimento de como evitar e se prevenir de tais doenças desde os tempos escolares.