Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

Em 1850, a chegada do vírus abalou o Brasil império, a febre amarela. Esse vírus é transmitido por mosquitos, geralmente do gênero Aedes, que causa febre, dor de muscular, náuseas e vômitos. Somente no Rio de Janeiro, que nessa época havia 200 mil habitantes, cerca de 4 mil pessoas morreram logo nos primeiros meses da epidemia. Alguns senadores pregavam o negacionismo da doença, mas a maioria deles, ironicamente, morreram por complicações da febre amarela. portanto, faz-se necessário analisar as medidas do estado em relação as epidemias e doenças no geral.

Preliminarmente, vale ressaltar a importância da vacinação no controle de epidemias. À vista disso, uma pesquisa publicada no site do Ministério da Saúde, revela dados que entre os anos de 2016 e 2018 houve no Brasil mais de 10 mil casos de sarampo, doença já controlada anteriormente no país. Logo, constata-se que para determinada elevação na quantidade de casos ocorra é preciso antes haver um déficit no número de pessoas vacinadas contra o sarampo. Com isso, nota-se o descumprimento da população com a saúde brasileira.

Além disso, o precário saneamento básico agrava epidemias de diversas doenças, como a Esquistossomose, em que o platelminto, depositado em fezes nos rios e esgotos, propaga sua transmissão pela pele. Em suma, é notório que a passividade governamental, referente à drenagem e limpeza de águas, compromete a saúde da população, uma vez que aumenta os riscos de contaminação. Dessa maneira, torna-se evidente como o Estado atua na propagação de doenças.

Diante do exposto, evidenciam-se os desafios sociais e econômicos para o acesso a vacinas e tratamento das doenças. Cabe, então, ao Ministério da  Saúde, encabeçar, políticas de vacinação em mutirões periódicos. Já a comunidade tem o dever de procurar e cobrar do Governo obras de saneamento básico, como uma das medidas de combate.  Posto isso, será superado as epidemias e não mais viveremos em um Brasil análogo à época da febre amarela.