Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

A constituição de 1988,documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º,o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto tal não vem se reverberado com ênfase quando se observa epidemias no Brasil,dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante, diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater as epidemias.Nesse sentido, a falta de orientação da população é algo que permanece até os dias de hoje,da mesma forma, foi na revolta da vacina em 1094. Essa conjuntura segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘’contrato social’’, já que o estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, oque infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a sua localização geográfica, que por situar em uma área equatorial, há grande presença de umidade e elevada precipitação, favorecendo a quantidade de insetos que podem trazer doenças, como o Aedes Aegypti, que pode causar Dengue, Chikungunya e Febre Amarela. Segundo dados do Programa das Nações Unidas (UNAIDS) o Brasil responsabiliza-se por 49% das novas infecções mundiais de HIV e os casos de dengue crescem 18% ao ano. Logo é inadmissível que esse cenário continue a se pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os obstáculos, para isso é imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio de campanhas de conscientização, faça com que as pessoas obtenham esse conhecimento sobre a vacina, a fim de que a população se sinta mais segura quando receber a vacina. Assim se consolidará uma sociedade mais feliz e Saudável, onde o estado desempenha corretamente seu ‘’contrato social’’ assim como afirma John Locke.