Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
O século XX marcou a saúde no Brasil com o combate à várias epidemias. Já no começo do período, as reformas urbanistas no Rio de Janeiro foram emblemáticas no controle da Varíola, logo após, a Febre Amarela urbana foi extinta em 1942 e já nos anos 80 era a vez dos casos de Poliomielite serem reduzidos a zero. Atualmente, porém, o combate a epidemias enfrenta complicações, que vão desde as adversidades não conferidas de cada região, à falta de colaboração da sociedade, o que evoca a discussão sobre os caminhos para combater epidemias no Brasil.
Realmente, a precariedade do sistema de saneamento básico nas diferentes regiões do Brasil facilita a contaminação da água e dos alimentos, por exemplo, e, justifica, acarreta uma ampla disseminação de enfermidades pelo amplo território do país, visto que 48% de não possui coleta de esgoto, conforme o Instituto Trata Brasil. Em 1563, ocorreu no Brasil uma epidemia causada pela doença Varíola que se agravou seriamente devido à falta de saneamento, atualizada na morte de muitos indígenas no período da colonização. Portanto, atesta ao governo a necessidade de maiores investimentos na limpeza das ruas, no descarte adequado do lixo e no tratamento de esgoto, com o objetivo de lidar com as pandemias em geral no país.
Além disso, a colaboração da sociedade também é importante. O conhecimento dos meios de transmissão das doenças mais comuns é necessário para o ocaso dos ciclos de contaminação, como no caso das campanhas contra a Dengue, que alertam para os reservatórios de água parada, como campanhas de vacinação para a prevenção de várias enfermidades, e os informacionais da Tuberculose, que indicam sobre os sintomas e contaminação da doença. Nesse contexto, a participação da sociedade é essencial no combate as epidemias, de modo que deve ser estimulada pelas autoridades e também pela mídia.
Portanto, cabe ao Governo Federal investir mais amplamente no sistema de saneamento básico em todo o território brasileiro, para, assim, evitar a proliferação de doenças. Além disso, os cidadãos próprios devem tomar consciência de seus atos de forma a mudar a atitude no controle de doenças, participando de campanhas e auxiliando os agentes de saúde dos centros de contenção.