Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2021
A revolta da vacina ocorreu em 1904, teve como principal protagonista uma população desinformada que não aceitava medidas dadas pelo governo e mesmo depois de um século, a desinformação, dentre outros fatores, ainda é vista em uma sociedade doente. A falta de um sistema de saúde público eficaz e o desinteresse a população diante de medidas de prevenção faz do Brasil um berço de epidemias.
Em 1988 foi criado o SUS, sistema único de saúde, pela constituição federal brasileira, que determina que é dever do estado garantir saúde a toda a população brasileira. Com a criação do sistema iniciou expectativas, como o fim de epidemias, e decepção com um sistema precário. Para muitas pessoas o sistema público é a única opção, à frente de consultas particulares com preços altos, os dependentes desse sistema encontram hospitais sem estruturas, a falta de médicos e filas sobrecarregadas, com isso só tende a aumentar proliferação de doenças. Enquanto o governo não toma medidas para melhorar a área da saúde, o número de pessoas doentes sem atendimento médico só tende a crescer.
Outro fato que contribui para aumentar as epidemias no Brasil além da irresponsabilidade do governo, é a falta de informação à população e o descaso dos governadores diante de prevenções. As autoridades voltam sua atenção e recursos para o tratamento da doença, deixando de lado sua causa e contribuindo para o surgimento de epidemias. A falta de conhecimento das pessoas mediante as doenças, faz com que elas não conheçam seus riscos e muitas vezes só procurarem um atendimento médico quando os sintomas já estão extremos, assim podendo estimular possíveis variações da doença ou surto da mesma.
Diante dos fatos mencionados, nota-se que o Brasil não deve tentar controlar o problema das epidemias depois de seu surgimento, e sim promover meios para combater essas doenças antes de sua manifestação. Sendo assim, faz-se necessária a atuação da Organização Mundial de Saúde para realizar campanhas e debates a fim de mostrar para a sociedade seu papel no controle de epidemias e informar sintomas e riscos das doenças, assim as incentivando a procurarem assistência médica. O governo deve reestruturar o SUS de modo que ele atenda toda a população de maneira eficaz, sem a falta de médicos e medicamentos.