Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
Em “The Flu” é representado a história de uma cidade que passa por uma epidemia devastadora. Um homem morre por causa de um vírus desconhecido e, em pouco tempo, milhares de pessoas apresentam os mesmos sintomas que ele. No início, a situação em questão não recebe importância, e a população não se previne como deveria após o ocorrido. Esse cenário epidêmico é notabilizado no Brasil como um grande desafio para a sociedade conter o contágio de doenças. A partir disso, faz-se relevante analisar como a saúde pública e a desinformação compõem esse quadro desafiador, que deve ser desconstruído.
Inicialmente, para compreender esse cenário, deve-se reconhecer a precarização da saúde pública como propulsora desse entrave. Atualmente, o SUS ( Sistema Único de Saúde) cobre cerca de 75% da população brasileira. A ineficiente administração financeira tem como consequência os baixos investimentos em atenção básica. Em 2017, por exemplo, a equipe econômica do governo Michel Temer anunciou um bloqueio de R$ 42,1 bilhões em gastos públicos, sendo que parte desse dinheiro era destinado ao SUS. Os baixos investimentos além de refletirem na superlotação dos hospitais, também contribuem no aumento das doenças alarmantes, que consequentemente, podem resultar em surtos epidemiológicos.
Outrossim, um ponto relevante nessa discussão, é o fato da falta de informação à população. O pobre conhecimento em relação às doenças e seus danos, faz com que muitas pessoas não conheçam seus riscos e procure atendimento médico apenas em caso extremo, o que estimula possíveis variações e um surto da mesma. A desinformação é considerada um agente ativo do movimento antivacinação, que levou à queda das taxas de imunização em diversos países. O Brasil, um país que já teve índices de cobertura vacinal de quase 100%, viu esse valor decrescer para 75%, alerta o diretor de comunicação da Abramed.
Portanto, diante de tal cenário, faz-se importante que medidas sejam executadas para atenuar o problema. Cabe ao Governo Federal, através de verbas públicas, investir mais no sistema básico de saúde de modo a evitar surtos epidemiológicos. Ademais, que sejam propostas campanhas publicitárias para informar a população sobre prevenção e sintomas de doenças, a fim de evitar a proliferação. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.