Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
A saúde é direito de todos e dever do Estado, conforme a Constituição Federal brasileira. Portanto, ele deve oferecê-la com qualidade para toda a população, todavia existem desafios como a deficiência na atenção básica e a falha do saneamento básico que dificultam o controle de epidemias no Brasil.
Em primeiro plano, a atenção básica é definida pelo conjunto de ações que promovem a saúde e orientam a prevenção de doenças. Nesse contexto, o mau gerenciamento dessa iniciativa faz com que cidadãos sem acesso a informação não saibam se precaver de doenças infecciosas e, consequentemente, há superlotação em hospitais. Assim, segundo o economista britânico William Arthur Lewis, “A educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Dessa forma, educar a população sobre como tomar precauções em relação ao assunto será um investimento e terá boas consequências para a saúde. Exemplificando, a febre amarela, transmitida por mosquitos, causou um grande surto no país e foi controlada através de cuidados precoces à sua contração, além da vacinação.
Outrossim, o défice do saneamento básico facilita a transmissão de enfermidades, pois esgotos à céu aberto, lixos em lugares inadequados e ausência de água tratada vulnerabilizam moradores dessas regiões. A princípio, a Constituição Federal assegura esse sistema como direito, porém ele é negado a uma parte dos brasileiros. De acordo com o Instituto Trata Brasil, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada, 100 milhões não têm coleta de esgotos (representando 47,6% da população) e somente 46% dos esgotos produzidos no país são tratados.
Portanto, é de suma importância que atitudes sejam consideradas para mudar essa situação. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve elaborar políticas de prevenção à doenças, como por exemplo o aprimoramento da atenção básica e, por meio de canais de comunicação, deve informar a população sobre as maneiras de se acautelar, para que os indivíduos aprendam a evitar enfermidades e, por conseguinte, haja a diminuição das chances de ocorrência de epidemias no Brasil. Ademais, o Governo Federal deve investir no saneamento básico a fim de oferecer melhor qualidade de vida para os cidadãos. Logo, o país terá uma melhor preparação para lidar com as epidemias, sejam quais forem elas.