Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

O processo de colonização vivenciado no Brasil no século XVI apresentou complicações relacionadas à saúde, visto que os europeus trouxeram doenças advindas do Velho Mundo, fazendo com que a população nativa enfrentasse dificuldades jamais vistas. Contudo, as inovações tecnológicas da atualidade não foram suficientes para um progresso real nessa área, uma vez que, em pleno século XXI, a humanidade se encontra à mercê de epidemias e variações de doenças, evidenciando uma negligência governamental e o descaso dos representantes com uma população brasileira .

Em virtude do exposto, faz-se necessário analisar as epidemias enfrentadas pela nação, já que a posição geográfica e o clima brasileiro favorecem diversos transmissores de doenças. Um exemplo a ser citado é o Aedes Aegypti, um mosquito que carrega o vírus da dengue, zika e chikungunya, pois sua proliferação se dá em locais com água parada e altas temperaturas, fazendo do território brasileiro o seu habitat natural. Além disso, essas enfermidades atacam o corpo humano e o expõe a diversos sintomas, podendo os levar à morte. Todavia, as medidas apuradas pelo governo federal não foram eficazes, sendo refutadas através dos dados publicados pelo jornal Estadão, que relata 145.020 casos apenas na região sudeste, provando que as ações tomadas são ineficientes, prejudicando a vida dos cidadãos brasileiros, que se tornam incapazes de se defender contra o inimigo.

Ademais, vale ressaltar o feito do poder público através da Constituição Federal de 1988, que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), marcando uma nova etapa para o povo brasiliense, desenvolvendo um sistema gratuito e funcional. Entretanto, a efetivação do projeto não ocorreu da forma esperada, por conseguinte, o SUS passou por problemas de superlotação, baixos investimentos e acesso limitado a tecnologias, que interferem na função designada para esse órgão do governo. Consoante ao mencionado, torna-se incontestável que o principal suporte para enfrentar epidemias e doenças diversas foi descuidado pelo governo, gerando um obstáculo para futuras complicações.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde realizar uma intervenção, criando campanhas de conscientização pública, para que os cidadãos possam trabalhar em prol da vida, usando as redes sociais e escolas para tal feito. Também devem programar fiscalizações eficazes nas empresas e locais públicos, realizadas pela polícia ambiental, multando aqueles que deixam locais propícios para a proliferação de transmissores, de modo que diminua o número de infectados nas cidades.  Além de fortalecer o princípio da prevenção nos postos de saúde, influenciando os indivíduos a se protegerem e utilizarem os recursos fornecidos pelo governo de maneira consciente, com o intuito de que o país venha ter um maior suporte da população para enfrentar e proteger a todos das dificuldades futuras.