Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto os desafios com a saúde pública na cenário epidêmico torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de saneamento básico, seja pela falta de informações, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Diante desse cenário, sabe-se que a precariedade do sistema básico corrobora de uma forma intensiva para o entrave. Segundo o Art.6 ° da Constituição Federal de 1998 todos os cidadões tem direito à saúde. Nesse sentido, observa-se que a falta desse sistema facilita a contaminação, por exemplo, da água e dos alimentos e, efetivamente, acarreta uma ampla disseminação de enfermidades pelo vasto território do país, visto que 48% de não possui coleta de esgoto, conforme o Instituto Trata Brasil. Sendo assim, atesta ao governo a necessidade de maiores investimentos na limpezas das ruas, no descarte adequado do lixo e no tratamento de esgoto, com o fito de lidar com as pandemias em geral no país.
Ademais, vale destacar que muitos brasileiros não têm acesso a informes elucidativos ou debates que disponham de uma abordagem franca acerca dos meios de prevenção a variadas enfermidades, a exemplo a zika e a dengue, doenças que são contundentemente combatidas por meio do simples ato de evitar o acúmulo de água parada. De acordo com dados do Ministério da Saúde o Brasil registrou aproximadamente 1 milhão de casos de dengue em 2020. Diante de tal exposto, é notório escasso repasse de informações, o enfrentamento das pandemias é fortemente dificultado. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Nesse viés, o Governo Federal deve investir mais amplamente no sistema de saneamento básico em todo o território brasileiro, por meio de uma maior destinação de verbas, uma vez que evite a proliferação de doenças, com a finalidade de lidar com epidemias. Alem disso, compete às famílias e às escolas, na posição de responsáveis pela conduta ética e dos proprietários morais, fomentar uma cultura sólida de prevenção à enfermidades, mediante debates em reuniões familiares e palestras. Assim, a realidade descrita por Policarpo Quaresma, finalmente acontecerá, de fato, no Brasil.