Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

O filme “Contágio” retrata a movimentação social ao redor do mundo e a responsabilidade das autoridades da saúde, na corrida para barrar a progressão de um vírus desconhecido com altíssima agilidade de reprodução e contaminação. Nessa perspectiva, a maneira de lidar com epidemias no Brasil se tornou um desafio da saúde, visto os avanços na área das tecnologias e o maior trânsito de pessoas. Assim, as causas dessa dificuldade vão desde a seleção artificial dos agentes etiológicos até os boatos contra a vacinação.

A priori, no decorrer das décadas, a ciência evoluiu muito fazendo os seres que habitam a Terra evoluírem à mesma proporção. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a partir da década de 70, 39 novas doenças se desenvolveram, e nos últimos 5 anos, foram identificadas cerca de 1,1 mil epidemias. Nesse contexto, as vacinas e melhores hábitos de higiene corroboram para uma seleção artificial dos causadores das doenças. Consequentemente, ocorrem modificações genéticas que evoluem a medida que o meio também evolui.

Em segundo plano, vale destacar que a displicência do corpo social coloca em risco toda a saúde global. Segundo o filósofo São Tomás de Aquino, um problema social grave só pode ser solucionado através de ações humanas desencadeadas pela mobilização ao próximo. Contudo, isso não se torna realidade, uma vez que a população promove estereótipos sobre a questão e nega tomar medidas preventivas. Paralelamente a isso, a mídia ajuda no compartilhamento de notícias falsas o que pode resultar em perca letal. Nesse sentido, a emergência na saúde torna-se clara e intolerável.

Contudo, a falta de controle de doenças epidêmicas deve-se à ignorância e à ativa interferência humana na natureza. Nesse aspecto, é necessário que o Governo Federal siga os protocolos de saúde e reduza o número de casos, por meio de verbas governamentais investidas na infraestrutura de hospitais e pesquisas científicas a fim de encontrar vacinas. Ademais, a Organização Mundial da Saúde deve promover palestras educacionais por meio de plataformas virtuais, realizada por profissionais capacitados, informando aos internautas como agir neste momento. Assim, seguindo essas orientações, o percentual de casos diminuirá e proporcionará a consciência coletiva.