Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal perrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa os problemas da saúde pública em questão na sociedade brasileira e a dificuldade de lidar com epidemias/pandemias, dificultando, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

De início, é notório destacar, que no Brasil, existe um Sistema Único de Saúde (SUS), que é essencial na vida de muitos brasileiros, mas que sofre com ausência de medidas governamentais. Essa conclusão se baseia nos hospitais públicos, onde a situação é precária, por exemplo na falta de estrutura, falta de medicamentos e também a falta de profissionais como consequência se da uma fila enorme de espera. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre todas as suas funções de garantir que os cidadãos desfrutem desse direito social tão importante, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Somado a isso, é fundamental apontar a falta de investimento como impulsionador dos desafios da saúde pública. Hodiernamente, com a pandemia do novo Covid-19, causou efeitos na vida de todos e refletindo também economicamente, fazendo com que os hospitais públicos se tornassem a primeira opção, já que muitos estão passando por dificuldades e não possuem condições de ter um plano de saúde, e com a falta de investimento isso se torna um obstáculo. Logo é inadmissível que esse fato continue a pendurar.

Portanto, é mister combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio de investimentos em hospitais em estrutura e no planejamento de uma melhor logistica, de maneira que depois disso eles consigam atender toda a demanda da população, com melhor estrutura, aparelhos e profissionais. A fim de que o Sistema Básico de Saúde passe a ser mais funcional e salve mais vidas. Paralelamente, é imperativo que o Governo de cada Estado façam atendimentos em comunidades para saber qual a maior necessidade do local e no uso de propagandas para incentivar a todos. Assim, se consolidará uma sociedade mais satisfeita, onde o Estado estará comprindo o seu “contrato social” corretamente.