Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
Com o advento da colonização brasileira, realizada pelos portugueses em meados do século XXI, muitas enfermidades foram trazidas pelos colonos, a exemplo a varíola e a febre amarela, e, efetivamente, provocaram epidemias no País. Esse cenário epidêmico, infelizmente, ainda, é notabilizado no Brasil e exige amplos esforços de setores do poder público e de estratos da sociedade civil com o escopo de combater tal situação problemática.
De fato, a precaridade do sistema de saneamento básico nas diferentes regiões do Brasil facilita a contaminação, por exemplo, da água e dos alimentos e, efetivamente, acarreta uma ampla disseminação de enfermidades pelo vasto território do país, visto que 48% de indivíduos não possui coleta de esgoto, conforme o Instituto Trata Brasil. A título de ilustração, em 1563, no Brasil, ocorreu uma epidemia causada pela doença varíola que agravou-se seriamente devido a falta de saneamento, tal enfermidade foi responsável pelo o óbito de muitos indígenas no período da colonização. Portanto, atesta ao governo a necessidade de maiores investimentos na limpezas das ruas, no descarte adequado do lixo e no tratamento de esgoto, com o fito de lidar com as pandemias em geral no país.
A criação do Sistema Único de Saúde desencadeou expectativas, como o fim das epidemias, e decepções diante de um sistema falho e precário. Como para muitos é a única opção, à frente de consultas e intervenções particulares com preços absurdos, os dependentes do SUS encontram hospitais desestruturados e filas sobrecarregadas ao mesmo tempo que a proliferação de doenças só tende a aumentar. Enquanto novas políticas na área de saúde não são implantadas, o número de pessoas doentes sem atendimento amplia, ao mesmo tempo em que parte da população recorre a automedicação, o que representa mais riscos do que benefícios.
Diante das falhas sociais e governamentais mencionadas, deixa evidente a necessidade de intervenções. O governo deverá reestruturar o SUS de modo que ele atenda toda a população de maneira eficaz e investir em campanhas de prevenção e na fiscalização para que todos tenham conhecimento sobre as doenças e não deixem as medidas profiláticas de lado. Os cidadãos por sua vez, devem cessar com automedicações e procurar auxílio médico o mais rápido possível. Somente assim, com a colaboração de todos, as epidemias desaparecerão juntamente com a falta de informação.