Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

Muito se discute a respeito de como lidar com epidemias no Brasil, já que não somente o Brasil, mas o mundo está preocupado com o novo coronavírus. fica até difícil de pensar em outras doenças. Mas seria ingenuidade esquecer que há inúmeros patógenos em circulação, especialmente em um país tão grande e biodiverso quanto o Brasil. Entre eles, alguns velhos conhecidos seguem ameaçando a saúde pública de maneira silenciosa e constante. Doenças infecciosas como dengue, febre amarela e sarampo ainda não estão erradicadas. Diante dessa perspectiva, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Dados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde revelam que foram contabilizados mais de 979 mil casos suspeitos de dengue no Brasil ao longo de 2020. Outras moléstias infecciosas transmitidas por picadas de mosquitos também tiveram números relevantes: foram quase 80 mil notificações de chikungunya, cerca de 7 mil de zika e 19 de febre amarela.

Ademais, embora estas doenças deixem de ser evitadas com medidas simples, a contenção está longe de ser alcançada. Falta de cobertura vacinal, recusa da imunização por parte da população e deficiência no controle dos vetores são os grandes obstáculos. Com as atenções voltadas para o coronavírus, o país corre o risco de uma epidemia atrasada de doenças, sobretudo no período chuvoso, a partir de outubro. Isso porque o combate aos mosquitos, como o Aedes Aegypti, deixou de ser prioritário.

Depreende-se portanto, a necessidade de se resolver esses problemas. Para isso é mister que os governadores dos diversos estados informem sua população sobre as medidas de prevenção contra as doenças citadas anteriormente, assim como também sobre a importância da vacinação, tudo isso por meio de palestras e anúncios, com uma explicação aprofundada sobre o assunto a população vai se tornar mais informada, e com isso é possível que seja evitado o agravamento do problema em questão.