Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

“A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar.” A citação de Martin Luther King, um ativista político, pode servir de exemplo para tratar do tema que aborda os desafios na saúde pública em relação ás epidemias no Brasil. Nesse contexto, é de extrema importância discutir as dificuldades dessa realidade: o precário sistema de saneamento básico presente no país e a falta de investimentos na área de saúde pública.

Em primeiro plano vale ressaltar que segundo a Organização Mundial da Saúde, o principal objetivo do saneamneto básico é promover a saúde do homem, entretanto, tal afirmação não é bem praticada no país, assim como mostra o documentário do Instituto Trata Brasil, no qual é exposto os problemas reais enfrentados diariamente pela falta desse direito fundamental. Portanto, esse cenário de precariedade torna o ambiente favorável para a proliferação das mais diversas doenças, dificultando a resolução da problemática em questão.

Ademais, é preciso atentar para a escassez de investimentos presente na questão. De acordo com o site “Politize”, atualmente, 75% dos brasileiros dependem exclusivamente do SUS, o restante da população utiliza a saúde privada. Diante disso, nota-se que é um grande número de pessoas e, consequentemente, há a utilização de muitos recursos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão das epidemias, é preciso investimento massivo. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua erradicação tem sido complicada.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para a resolução dos entraves. Para isso, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União devem fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de remanejá-los a áreas que mais necessitam. Para que tal destinação seja coerente com a realidade brasileira, estes órgãos podem criar consultas públicas, nas quais a população interaja e aponte questões como melhorias para o sistema de sanemento básico e para área de saúde pública, que precisam ser resolvidos com urgência. Em suma, é preciso que se aja agora, pois, como constatou Anne Frank: “Que maravilha é ninguém precisar esperar um único momento para melhorar o mundo.”