Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 19/06/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que as adversidades na saúde pública para lidar com epidemia no país afetam grande parte da população. Assim, seja pela negligência governamental, seja pela falta de saneamento básico, o problema exige uma reflexão urgente.
Convém salientar, de início, que o governo se omite frente ao agravamento da situação quando se diz acerca de realizar medidas para o controle de epidemias. Desse modo, é possível reconhecer que o governo se torna negligente a partir do momento que não coloca em prática a garantia de saúde a todos de acordo com o que foi previsto na Constituição Federal de 1988, especialmente, devido à falta de medicamentos gratuitos para a população, poucos médicos no atendimento, escassez de tratamentos para doenças transmissíveis, além de muitas doenças epidêmicas que são proliferadas através da falta de saneamento básico, visto que 48% dos brasileiros não possui coleta de esgoto, conforme o Instituto Trata Brasil. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Ademais, é necessário ressaltar que a falta de saneamento básico, como a retirada de lixões das ruas e a disponibilização de esgoto e água tratada são entraves que atingem grande parte da população. Nesse âmbito, é possível notar que vários são os fatores que corroboram para a proliferação de doenças, como água parada onde, segundo o Instituto Oswaldo Cruz, mosquitos Aedes Aegypti se reproduzem, além de lixões que se tornam habitat de animais vetores de vírus, esgoto onde doenças se proliferam etc. Nesse sentido, o descaso do governo para com a população se torna nítido, devido à ineficiência de medidas para contornar a situação e garantir o bem-estar a todos e, por isso, é inaceitável que essa situação se perpetue.
Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do Ministério da saúde, que deve, por meio de uma maior destinação de verbas, investir mais amplamente no saneamente básico de todas as cidades do país, promovendo a coleta de lixo em todas as regiões, a fim de evitar a proliferação de vetores de vírus com determinadas doenças para que assim, os problemas se tornem mazelas passadas na história brasileira.