Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, os desafios enfrentados na saúde pública para lidar com as epidemias impedem que parte da população desfrute do que é garantido nesse documento. Isso se deve, não só pela desinformação da população, mas também pela falta de saneamento básico adequado.
Primeiramente, é lícito postular a carência informacional por parte da sociedade como um desafio. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Nessa perspectiva, destaca-se que muitos brasileiros ainda não possuem uma educação de qualidade e, portanto, carecem de informações sobre como manter uma higiene adequada, o que contribui para o aumento de epidemias como a da gripe, que poderia ser evitada com atitudes como: lavar corretamente as mãos e colocar o antebraço na frente da boca ao tossir.
Ademais, também pode-se sinalizar a falta de saneamento básico como um desafio. Segundo uma pesquisa publicada no jornal G1, 100 milhões de brasileiros ainda não tem esgoto tratado. Isso acontece devido à falta de investimento do governo e da dificuldade em levar esse tratamento em algumas regiões, que são de difícil acesso. Assim sendo, sem esse tratamento, muitos vetores se reproduzem desenfreadamente e contribuem para o aumento das epidemias, como é o caso do mosquito transmissor da dengue, que usa a água parada para se reproduzir.
Portanto, o poder público- na figura do Ministério da Educação e Cultura- deverá veicular propagandas de conscientização, por meio das mídias sociais, sobre a necessidade da higiene correta. Nelas irão conter os ensinamentos de como lavar as mãos de maneira adequada e como agir quando estiver tossindo ou espirrando perto de outras pessoas. Ademais, o Estado também deverá disponibilizar redes de tratamento de esgoto e água para toda a população. Com essas atitudes, espera-se garantir a todos o que consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos.