Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

Na série “3%”, todo jovem que competa vinte anos de idade recebe uma chance de passar pelo processo para ascender ao Maralto. Porém, apenas 3% passam no processo. Na ficção, o Maralto é tão almejado, pois retrata uma sociedade perfeita, na qual não existem conflitos e todos vivem em paz. Entretanto, fora das telas, os desafios na saúde pública - o que resulta na questão de como lidar com epidemias no Brasil - impedem a instalação da sociedade maraltense no Brasil. Impedimento esse que ocorre não só pela negligência governamentel para com a criação de políticas eficazes, mas também pela ausência de conhecimento em uma parcela da população acerca dos métodos preventivos de doenças. Nessa perspectiva, não há dúvidas de que essa problemática precisa ser superada.

Primeiramente, cabe destacar que a Constituição Federal de 1988 garante a todos os cidadãos o direito à saúde com universal. Todavia, essa garantia encontra-se deturpada, visto que o Estado não se mobiliza para criar políticas públicas eficientes que visem á melhoria das condições de saneamento básio e tratamento de esgoto, por exemplo, as quais podem gerar agentes causadores de donças e, possivelmente, epidemias. Nesse viés, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2017, 34,7% dos 5.570 municípios brasileiros relataram casos de endemia ou de epidemia de doenças em razão de precário saneamento básico. Dessa forma, medidas governamentais são cruciais.

Outrossim, a ausência de conhecimento ainda é um impasse. É sabido que muitos brasileiros ainda não possuem acesso à informações de prevenção a certas enfermidades, seja pela localidade que habitam - como populações ribeirinhas e locais de alta ruralidade - e pela falta de debate sobre as mesmas. Consequentemente, o enfrentamento das pandemias é fortemente dificultado e a população permanece leiga. Contudo, o co-fundador do “Greenpeace”, Pault Watson, diz que a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Nesse sentido, sabiamente, ações precisam ser realizadas para que essa desinformação cesse e melhore esse cenário.

Diante do exposto, essa mazela precisa ser combatida. Logo, urge ao Ministério da Saúde - setor governamental responsável pela administração e manutenção da Saúde pública do país - junto à mídia, conscientizar a sociedade sobre formas de prevenir-se a respeito das doenças endêmicas e/ou epidêmicas na parte da população mais desinformada sobre o assunto. Ademais, será orientado a como lidar com o precário saneamento básico e tratamento de esgoto de forma segura. Tal ação, será realizada por meio de campanhas e palestras didáticas e de acesso universal, que ocorrerão em locais públicos, com o fito de garantir segurança à saúde na sociedade brasileira e prevenir surtos de doenças.

Sendo assim, alcançar-se-á o “Maralto brasileiro” e o povo tupiniquim viverá a utopia almejada em “3%”.