Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
É de conhecimento geral que o Brasil, país mais populoso da América Latina, tem um histórico pertubador quando se tratam de epidemias, tendo já sofrido com doenças substancialmente letais, como a dengue, a rubéola e, ainda, variados tipos de gripe, que assolaram o país como um todo. A isso enumeram-se inúmeros fatores, tais quais a posição geográfica do território, a conturbada história cultural do país quanto à prevenções de enfermidades e, até mesmo, as dificuldades vividas culturalmente pelo país nas suas políticas de saúde pública.
Primeiramente, um fator a ser citado deve ser a propiciação do país a ser constantemente invalidado por doenças epidemiológicas em virtude de sua localização geográfica no globo. O país se encontra, geográfica e majoritariamente, entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, na região equatorial da Terra. A isso se deve o fato de seu clima ser, em sua maior parte, quente e tenha alto índice de pluviosidade, o que propicia a reprodução de determinados tipos de vírus e bactérias, além de facilitar o desenvolvimento de alguns de seus transmissores, como o mosquito da dengue.
Em segundo lugar, outro ponto a ser citado deve ser a inclinação do cidadão brasileiro a desconfiar de métodos preventivos a esses distúrbios. É de amplo conhecimento que, no território nacional, já houve, no ano de 1904, um conflito entre parte dos cidadãos e as autoridades, justificados pelo motivo de os habitantes não se sentirem seguros quanto a um tipo de vacina e por justificativa de as autoridades se mostrarem favoráveis a aplicação desta, levando parte destas pessoas a óbito. Com isso, ainda se encontram vestígios destes pensamentos ao se examinar a sociedade em períodos epidêmicos, em que grande parte da população não se propõe à prevenção, fazendo com que essas enfermidades ganhem mais força.
Diante dos fatos mencionados, é mister que o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Cultura, se coloque de prontidão a fortalecer as políticas de prevenção a doenças infecciosas, as quais enfatizadas no texto, com cada vez mais publicidades nos meios de comunicação mais recorrentes no cotidiano dos cidadãos brasileiros, expondo cada vez mais as consequências causadas por descasos simples propiciados por estes, que desdobram, ainda que indiretamente, em epidemias socialmente repreensivas. Dessa forma, com as pessoas mais bem informadas, as medidas estabelecidas pelas autoridades seriam, com o tempo, respeitadas pela população e o número de surtos de indisposições cairá substancialmente, propiciando o bem-estar social da nação.