Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
O início do século XX, no Brasil, foi marcado por um surto de peste bubônica, que teve fim graças ao esforço conjunto da população, liderada pelo epidemiologista Oswaldo Cruz. Avançados 100 anos, o país ainda enfrenta epidemias de vírus e bactérias que matam milhares de pessoas todos os anos. A reversão deste quadro dar-se-á com o fim do individualismo da sociedade e mudanças no código penal.
A grande máquina de atendimento populacional no combate e controle de doenças no Brasil é chamada de SUS, Sistema Único de Saúde, e é alvo de várias críticas em função da precariedade dos serviços prestados, da escassez de mão-de-obra qualificada para atender a grande demanda populacional e da demora na solução de problemas por causa de uma grande sobrecarga burocrática. Muitas doenças poderiam ser evitadas com uma melhor atenção dos agentes de saúde e da população, como a dengue que causou em 2015 mais de 145.020 mortes só na região sudeste, segundo o Ministério da saúde.
Outro fator que aumenta a incidência das epidemias no país é a falta de saneamento básico, causando muitas doenças como a cólera, leptospirose e agravando a dengue e o zika vírus. As políticas públicas não cumprem o que manda a Constituição Federal de 1988, que estabelece a vida como o bem maior dos direitos fundamentais e institui que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado.
Diante do exposto, a saúde pública ainda enfrenta problemas em relação às epidemias no Brasil. Mas nem por isso deve-se desanimar da perspectiva de solução. Portanto, a educação da população para combater as esses males deve ser feita pelo governo municipal através de propagandas televisivas e anúncios pregados em locais públicos que alertem sobre os perigos dos focos de epidemias e como destruí-los, além do investimento do governo federal em pesquisas na área de saúde para criação de novas vacinas e pesticidas capazes de imunizar os cidadãos contra qualquer possível epidemia.