Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 196, o direito à saúde preventiva como inerente a todo cidadão brasileiro, com a redução dos riscos de doenças. É notório que tal prerrogativa é negligenciada, conquanto na prática quando se observa a saúde pública e as epidemias, é indubitável os impactos dos surtos no bem-estar da nação verde e amarela. Logo, é de suma importância a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, é importante destacar os desvios governamentais para combater patologias, nota-se que a saúde pública não é prioridade no Brasil, como também as epidemias. Nesse sentido, a nação está cada vez mais exposta tanto a essa precariedade quanto a ausência do asseamento, o que favorece o surgimento de consequências, a exemplo disso, as enfermidades. Eventualmente, consoante ao que fora dito pelo terceiro presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, “a aplicação das leis é mais importante do que sua elaboração“. É evidente que no Brasil, o Estado não cumpre com a função de garantir a saúde adequada.

Por conseguinte, presencia-se um forte cenário no saneamento básico, como impulsionador de epidemias no Brasil, visto que, é uma das principais medidas para o enfrentamento da Dengue. Segundo um estudo realizado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, publicado no G1, constatou-se que 16% dos brasileiros não têm acesso a água tratada, e apenas 46% dos esgotos gerados no país são tratados. Diante dessa perspectiva, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de acabar com esses desafios. Para isso, urge que o Ministério da Saúde e do Meio ambiente criem, por meio de verbas governamentais, campanhas nas redes sociais que detalhem as epidemias, as medidas preventivas e que enfatizem a importância da vacinação. Paralelamente, é fundamental a garantia ao saneamento básico, com fiscalizações periódicas. Assim, torna-se possível a construção de uma nação permeada pelos elementos da magna carta.