Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

Na Idade Média, devido à escassez dos recursos e o pouco conhecimento na área médica, a Peste Negra matou mais de 25 milhões de pessoas. Esse cenário epidêmico, infelizmente, ainda, é notabilizado no Brasil e exige esforços do poder público para reverter tal situação. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de conhecimento e da insuficiência de leis.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de conhecimento presente na questão. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação acerca dos meios de prevenção a variadas enfermidades, um exemplo a zika e a dengue, sua visão será limitada, e o enfrentamento da epidemia por atitudes simples será fortemente dificultado. Desse modo, para a disseminação de crises epidêmicas, às instituições formadoras de opinião devem contribuir para a propagação de meios de prevenção contra as doenças.

Outrossim, a insuficiência de leis ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. A Constituição Federal de 1988 é uma lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente, visto que nas comunidades mais carentes há uma escassez de medidas que promovem as condições sanitárias mínimas para a população, facilitando a contaminação, por exemplo, da água e dos alimentos e, real, acarreta uma ampla disseminação de moléstia pelo vasto território do país. Logo, é inegável que essa situação, que ocorre devido às disparidades regionais, apenas intensifica, porquanto o governo não age em prol dela.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar uma resolução do problema. Como solução, é essencial que o Ministério da Educação, em parceria com empresas, promova, para professores das redes pública e privada, cursos sobre como abordar conflitos sociais na sala de aula. Esses cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos para que os professores resolvam questões como os meios de prevenção em meio a uma epidemia, e consigam, assim, propor diferentes soluções em conjunto com os alunos erradicar o problema.  Assim, a população brasileira pode atuar na melhora do país.