Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

Levando em conta o presente cenário brasileiro, é notável que desde o início de sua história existe uma diferença em relação as condições básicas sanitárias e de saúde. No surgimento das cidades essa precariedade foi primordial para facilitar a disseminação de diversas doenças como malária, febre amarela e peste bulbônica. Tal propagação se deve particularmente pela falta de informação e prevenção em relação a essas epidemias, onde as autoridades governamentais não se preocupam em notificar a população quanto ao assunto.

Vale ressaltar que, no início do século XX ocorreu no Rio de Janeiro a Revolta da Vacina, reação popular contra a vacinação obrigatória, isso devido a falta de divulgação da natureza da vacina e seus benefícios, sendo esta uma realidade atual em pleno século XXI, como apresentado pela revista online VEJA  Saúde, que mostra o porque de grande parte da população ainda não tomar as vacinas. De acordo com a OMS o número de casos de doenças ainda são maiores onde existe uma instabilidade urbana e saneamento ambiental inadequado.

A criação do Sistema Único de Saúde desencadeou expectativas, como o fim das epidemias, e decepções diante de um sistema falho e desorganizado. Como para muitos é a única opção, à frente de consultas e intervenções particulares com preços absurdos, os dependentes do SUS encontram hospitais desestruturados e filas sobrecarregadas ao mesmo tempo que a proliferação de doenças só tende a aumentar. Enquanto novas políticas na área de saúde não são implantadas, o número de pessoas doentes sem atendimento amplia, ao mesmo tempo em que parte da população recorre a automedicação, o que representa mais riscos do que benefícios.

Portanto, para resolver esse ímpasse o Governo, em parceiria com o Ministério da Saúde, faça campanhas sobre a importância da vacinação através das mídias, escolas e jornais. Mediante o exposto, se faz fundamental que o governo também promova periodicamente sistemas de fiscalização e multar aqueles que não seguem as prevenções exigidas. Além disso, aumentar a verba nos hospitais públicos e melhore a administração, pensando sempre na saúde da população. Assim nosso país alcançará índices positivos em relação a problemática.