Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/06/2021
O Livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas do Brasil contemporâneo. Nesse viés, entende-se que a saúde pública, principalmente em relação ao combate às epidemias, é um problema em pauta na atualidade. Sendo assim, seja infraestrutura precária das instituições de saúde, ou então, pela ignorância da população, o problema vem silenciosamente se agravando e necessita de reflexão urgente.
Primeiramente, cabe ressaltar que a estrutura hospitalar da nação carece de cuidados. Nesse sentido, os surtos de epidemias sobrecarregam esse sistema e fazem com que haja seu mal funcionamento, seja por conta da inexperiência de combate à doença, ou então pela falta de profissionais e materiais. A exemplo disso, há a pandemia da Covid-19, em que diversos hospitais tiveram suas capacidades operacionais de leitos atingidas, além de durante muito tempo os profissionais, por falta de treinamento, não saberem exatamente como combater a doença. Logo, compreende-se que o conjunto hospitalar brasileiro têm dificuldades crônicas.
Em segundo lugar, muitas epidemias tiveram seu combate a partir de métodos simples e eficazes, porém que exigem a compreensão de toda a população. Deste modo, o compromisso de toda a sociedade civil se faz de suma importância para que haja a melhora da situação existente, porém muitas vezes por falta de conhecimento esses meios para o combate das enfermidades não possuem o engajamento suficiente atrapalhando o plano de contenção. Isso pode ser percebido, novamente, com a pandemia do coronavirus, em que muitas pessoas estão deixando de se vacinar apenas por não saber como ela funciona. Enfim, conclui-se que a falta de informação é um fator que contribui para o prolongamento das epidemias no Brasil.
Em suma, a problemática existe e necessita de reflexão urgente. Dessa forma, cabe ao Governo conscientizar a população por meio de campanhas midiáticas (utilizando das mídias tradicionais como rádio e televisão, mas também das redes sociais para promover o engajamento da maior parcela das pessoas) que promovam o conhecimento dos meios de combate a epidemia vigente para que a resistência contra tais seja reduzida. Portanto, poder-se-á atenuar a realidade atual próximo ao discutido por Dimenstein em sua obra “O Cidadão de Papel”.