Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

O Brasil é um país com o predomínio de climas quentes, e algumas regiões úmidas, o que favorece a proliferação de insetos transmissores de doenças. Atualmente o país enfrenta grandes epidemias, o que se trata de um problema grave de saúde pública, visto que, os números de casos de infectados são grandes, e com o tempo aparecem doenças novas. Esses fatores geram várias consequências, como a morte de várias pessoas, prejuízos financeiros ao Governo, entre outros problemas.

O desmatamento é responsável por destruir habitats de espécies transmissoras de doenças e forçá-las a migrarem para os centros urbanos, como o mosquito “Aedes aegypti”, o qual é vetor da dengue, febre amarela e também é associado à Síndrome de Guillain-Barré e microcefalia, segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde. Dentre as doenças citadas, todas apresentam grande incidência no Brasil, nos últimos meses e na maior parte dos casos pode levar à morte. Vale ressaltar que, muitas das vezes o vírus e assintomático, a pessoa não apresenta sintomas, dificultando a identificação da doença e facilitando a transmissão do vírus de forma silenciosa.

Vários fatores estão envolvidos na causa dessa tragédia sanitária. Trata-se de um fenômeno complexo. Para a Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), a degradação das condições de vida nas cidades, saneamento básico inadequado, particularmente não que se refire à dificuldade de acesso contínuo a água tratada, coleta de lixo precária, esgotamento sanitário, descuido com higiene de espaços públicos e particulares - são os principais responsáveis ​​por esse desastre.

Nesse sentido, a OMS (Organização Mundial de Saúde), em parceria com os meios midiáticos, devem promover campanhas de conscientização sobre a importância do papel da sociedade em combater esse vetor, a fim de obter uma adesão popular na profilaxia dessas doenças. Ademais, o Ministério da Saúde deve investir em políticas públicas que melhorem a infraestrutura dos hospitais e que forneçam equipamentos adequados, além de investir na criação de novas tecnologias que auxiliem no tratamento das doenças.