Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

André Mota, historiador e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) explica que desde o século 16, epidemias de leishmaniose, esquistossomose, conjuntivite e outras enfermidades trazidas pelos colonizadores afetaram a população brasileira.

A primeira epidemia a atingir o Brasil foi a febre amarela no Rio de Janeiro em 1850, assim como a cafeicultura de São Paulo foi afetada pela doença em 1889, afetando até mesmo a economia quando o comércio do café era muito importante. Na época, não se sabia aonde ou como poderiam ser causadas, apenas no fim do século 19 essas descobertas foram feitas e ajudaram a combater o vírus. No surgimento das cidades a precariedade da higiene era algo comum, sem uma boa higienização e um bom sistema de saúde a propagação das doenças se tornava mais intensa. Malária, febre amarela e peste bubônica eram algumas delas.

Além disso, um parte da população, após a criação da vacina, se opôs a vacinação. Com isso, no início do século 20 ocorreu no Rio de Janeiro a revolta da vacina, onde a população foi contra a vacinação obrigatória por falta de informação sobre seus benefícios e a natureza da vacina. Ainda hoje, uma parte da população ainda não possui informações ou condições e têm dificultado a distribuição no imunização, e de acordo com o OMS o número de caso de doenças são maiores em lugares precários. O covid-19 é um exemplo de epidemia recente que muitos se recusam tomar a vacina e precisam manter a higiene para não desenvolver o vírus, além do distanciamento.

Dessa forma, para o combate as epidemias é necessário promover melhores cuidados médicos para seus pacientes e, principalmente, para aqueles sem condições. Além de reforçar as novos medicamentos, palestras e cartazes para reforçar ou passar a informação sobre o vírus e a vacinação. Implantar saneamento básico para toma população, coleta de lixo e garantir a vacinação para todos também são formas de combater o vírus.