Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
É fato que o Brasil lida com epidemias desde 1560, onde os colonizadores marcaram o país com doenças, afetando principalmente os indígenas. Desde então, doenças como febre amarela, varíola, dengue, entre outras, afetaram severamente o País. Junto com o cenário de pandemia da COVID-19, o Brasil luta para combater novas epidemias, como a dengue, já que é uma das zonas de risco mundial para surgimento de novos picos por características como clima, biodiversidade e desigualdade territorial.
Os chamados arbovírus, transmitidos por picada de insetos, sempre marcaram presença no histórico de surto de doenças no País. Devido a falta de serviços básicos como a falta de fornecimento regular de água, saneamento básico, coleta regular de lixo e de política de reciclagem, a maioria dos brasileiros vivem em condições favoráveis para a ploriferação de vírus. Com a chegada da COVID-19, a atenção para as epidemias foi ofuscada, se tornando um perigo invisível novamente.
Naturalmente, isso gera um comprometimento sanitário desafiador à saúde pública com enfermidades. Algumas são responsáveis por uma morbidade e letalidade significativa, sobretudo, em pacientes com casos graves, idade avançada e comorbidades. Outras geram hemorrágias, microcefalia e até mesmo levar o paciente a óbito. Apesar do Minísterio da Saúde oferecer suporte para o combate de epidemias - na teória, na prática o Brasil não terá estruturas para lidar com uma pandemia e um epidemia, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) não possui preparo e nem condições para isso.
Portanto, com o propósito de evitar a ploriferação dos vírus, o Governo Federal deve fortalecer o trabalho dos Agentes Epidêmicos, para que ele possam ir de casa em casa alertando sobre a dengue, a zika, entre outros vírus, certamente tomando todos os cuidados com a COVID-19. A imprensa deve focar em apresentar propagandas de prevenção desse vírus. O Minísterio da Educação deve ter o papel fundamental de criar programas onde as crianças e adolescentes aprendam sobre as epidemias e como evitar as mesmas, além de atividades que incentivem a reciclagem. Com a conscientização das pessoas e a ajuda do Governo, o Brasil poderá se tornar um país de exemplo no combate a epidemias.