Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

É notório que lidar com epidemias no Brasil é um dos maiores problemas para a saúde pública, principalmente nas regiões periféricas. Anos atrás no Brasil, houve uma revolta em que a população se recusava a tomar as vacinas oferecidas pelo governo que preveniam e curavam a epidemia que se alastrava no território brasileiro, por causa da falta de confiança das pessoas nos governantes. Esse episódio ficou conhecido como Revolta da Vacina.

Lidar com doenças no Brasil nunca foi tarefa fácil, por conta da saúde pública brasileira que não é capacitada para a grande demanda, e pelos governantes que pouco investem na educação e conscientização da população. O irregular gerenciamento de órgãos públicos gera um impacto direto no controle de doenças contagiosas. O sistema Único de Saúde não promove o atendimento prioritário para causas epidêmicas, resultando em pacientes desprovidos de tratamento, que figuram como hospedeiro de vírus diante do livre contato com outras pessoas, impulsionando, dessa forma, novas epidemias. Sendo assim, a otimização da saúde depende de uma administração adequada e reflete um importante instrumento no combate à disseminação de moléstias.

Em casos onde não há a possibilidade de vacinas, e a transmissão se dá por vetores, o país apresenta dificuldade em eliminar o habitat dos mesmos. Isso porque esse processo depende de uma ação conjunta entre população e Estado. Tal como a dengue e a leptospirose: ambas doenças urbanas, onde a primeira tem sua ocorrência baseada na criação de focos do mosquito transmissor em residências, e esta última, na falta da coleta do esgoto de quase 50% da população no Brasil. Logo, não é possível uma culpabilização unilateral, na medida que a sociedade, como um todo, possui responsabilidade no que tange à problemática.

Diante do exposto, a saúde pública ainda enfrenta problemas em relação às epidemias no Brasil. Mas nem por isso deve-se desanimar da perspectiva de solução. Portanto, a educação da população para combater as esses males deve ser feita pelo governo municipal através de propagandas televisivas e anúncios pregados em locais públicos que alertem sobre os perigos dos focos de epidemias e como destruí-los, além do investimento do governo federal em pesquisas na área de saúde para criação de novas vacinas e pesticidas capazes de imunizar os cidadãos contra qualquer possível epidemia.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver a problemática. Conforme a Constituição Federal, a saúde é direito de todos e deve ser garantida pelo Estado. Sendo assim, cabe ao governo implementar campanhas de conscientização sobre a importância da prevenção das doenças e o modo de fazê-la. Soma-se a isso, o investimento em educação, valorizando e capacitando professores aptos a formarem cidadãos preocupados e conscientes não apenas com a saúde pública, bem como com o bem estar da sociedade como um todo.