Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2021
O documentário " A vacina que mudou o mundo" retrata o surto de poliomielite ocorrido na década de 50 e como a vacina contribuiu para erradicar inúmeras doenças. No entanto, apesar dos avanços na área da saúde, casos de enfermidades, que estavam controlados, retornaram com índices alarmantes. Assim, é visível a precarização dos serviços públicos de saúde e a desinformação como fatores contribuintes para provocar epidemias no Brasil.
Em primeira análise, apesar de a Constituição Federal garantir o direito à saúde, a má gestão dos recursos públicos e a falta de estrutura nos hospitais comprometem a qualidade do atendimento. Dessa forma, a população é impedida de ter acesso à imunizantes preventivos, tratamentos profiláticos e tratamentos para estágio inicial.
Além disso, a falta de informação pode ter enorme impacto no progresso ao combate às doenças. Uma vez que, indivíduos tem deixado de realizar a vacinação devido acreditar em notícias falsas e também há situações que a pessoa não conhece atitudes preventivas simples. Sob esse viés, o filósofo Émile Durkheim associa a sociedade como um corpo biológico, na qual as partes devem interagir para garantir a coesão e a igualdade. Desse modo, é necessário a participação de todos os brasileiros para minimizar casos, como o de sarampo, poliomielite e dengue.
Logo, o Ministério da Saúde deve promover melhorias nos serviços públicos de saúde, com o investimento em insumos e infraestruturas, com o intuito de que toda a comunidade tenha disponível serviços preventivos e tratamentos de qualidade. Ademais, é necessário que as escolas consolide uma cultura de prevenção à patologias, por meio de palestras e oficinas culturais com a integração das famílias, além da participação de profissionais especialistas, a fim de evitar epidemias.