Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2021

A Revolta da Vacina foi um levante popular no Rio de Janeiro, em 1904. A motivação foi a insatisfação da população com a campanha de vacinação obrigatória contra a varíola realizada por Osvaldo Cruz na cidade. Quase cem anos depois, no Brasil, a ideologia contra vacinas ainda prevalece entre alguns indivíduos. Portanto, o desconhecimento da população acerca da vacinação, bem como a falta de saneamento básico, retardam o combate às pandemias no Brasil.

Em primeiro lugar, é importante compreender a importância da vacina em função da manutenção da saúde humana. Com a finalidade de fortalecer o sistema imunológico do corpo, a vacina pode atuar por meio da utilização do vírus enfraquecido — o qual se deseja combater — estimulando a produção de anticorpos sem que o paciente adoeça, evitando, dessa forma, que a sua vida seja colocada em risco. Logo, conclui-se que a imunização é algo indispensável para assegurar o direito a saúde dos cidadãos, garantido pela Constituição Federal do Brasil.

Além disso, as vacinas não são a única maneira de prevenção contra surtos epidemiológicos, logo que o saneamento básico é um fator decisivo na propagação da maioria dos miasmas. Conforme os estudos do MS,  Ministério da Saúde, em 2015, o sudeste — região muito populosa — é a região que apresenta mais da metade dos casos de morte por dengue em todo território nacional. Observando os dados divulgados, ainda é possível notar que o acumulo de lixo em domicílio é o principal responsável pela reprodução do mosquito vetor do vírus da dengue.

Portanto, de modo a conscientizar a população acerca da importância das vacinas, o Governo Federal — órgão responsável pelo bem-estar da população — deve financiar campanhas de conscientização sobre a vacinação, dando a voz para figuras públicas que tenham credibilidade para falar sobre o assunto. Além disso, ele deve elaborar um plano de investimento em higiene básica em áreas propensas à proliferação de doenças, isso pode ser feito junto às Secretarias da Saúde de cada local.