Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 19/06/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, os entraves relacionados à saúde pública e as epidemias no Brasil tornam o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ineficiência governamental, seja pela negligência social, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente. Primeiramente, nesse contexto, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do real, visto que o descaso com as epidemias e a saúde pública leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente aos obstáculos da saúde comum e suas consequências, como epidemias, persistem e impedem que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Outrossim, questões socias estão intimamente relacionadas a ineficiência dos órgãos de saúde e no combate a epidemias. Nesse âmbito, a cegueira moral – fenômeno exposto por José Saramago em sua obra “Ensaio sobre a Cegueira” -caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pela falta de cobrança dos setores governamentais, expondo a grande negligência instaurada na sociedade. Logo, é fundamental a intervenção do corpo social na comunidade que vive e, sobretudo, na construção de um Brasil mais igualitário.
Por conseguinte, necessita-se de ações para melhorar a saúde pública no Brasil. Sendo assim, cabe ao ministério da saúde elaborar medidas de combate a epidemias e trazer a melhorias para saúde pública, por meio do aumento de verbas para o saneamento básico, construção de hospitais e ampliação das unidades de pronto atendimento, UPA, tendo como privilegiados nessas ampliações os bairros mais pobres e distantes dos hospitais, para que assim tenha-se uma melhor eficiência na saúde do Brasil. Dessa forma, poder-se-á atingir a concepção idealizada por Quaresma.