Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2021
Por volta do século XX, o Brasil era assolado por diversas doenças infecciosas como a febre-amarela, peste bubônica e varíola. Portanto, vê-se que epidemias não são nada recente na história, mas vêm se tornando progressivamente raras. Contudo, apesar da evolução na contenção destes surtos, o Brasil tem de lidar com outros desafios, devido ao parco investimento em recursos para melhorar a saúde pública e a baixa efetividade das medidas de controle do contágio dessas patologias.
Em primeira análise, é relevante frisar que se falando de saúde pública no Brasil, sem dúvidas, trata-se do Sistema Único de Saúde (SUS), que ajuda milhares de brasileiros, embora enfrente uma crise, em virtude da administração irregular de recursos governamentais e a sua má distribuição para este setor. De acordo com um estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), os cofres do governo brasileiro custeiam 43% dos gastos totais na área da saúde, um número baixo em comparação ao de países com sistemas semelhantes de cobertura universal, tal como o Reino Unido, onde a porcentagem chega a 80%. Além disso, especialistas apontam que este número deveria ser no mínimo de 65%, o qual evidentemente o Brasil não se aproxima. Logo, nota-se que é fundamental implementar medidas para reverter essa problemática.
Em seguida, vale ressaltar e levantar dúvidas sobre a eficiência das estratégias de prevenção e bloqueio de doenças infecciosas transmissíveis emergentes, onde a falta de rigidez nos protocolos acaba permitindo que a população negligencie essas recomendações e cause a elevação no nível de contágio. Tal como a quarentena, uma medida indispensável para conter o grassamento de epidemias, mas que é dificilmente cumprida por inúmeros fatores, dentre eles, o descaso da própria população para com a real gravidade da situação diante da mobilidade no cumprimento de tais recursos estratégicos. Dessa forma, este também é um desafio a ser solucionado.
Em resumo, torna-se essencial evidenciar que para sanar os obstáculos relacionados à insuficiência de verbas para a saúde, é vital que as três esferas de governo remanejem o repasse de verbas. Como, por exemplo, o corte de gastos e análise na relevância destes, visto que a saúde é um dos setores mais importantes e que merecem atenção. Ademais, o Governo do Estado junto ao Ministério da Saúde devem atuar na implementação de decretos com protocolos sanitários mais rígidos e por fim validá-los por intermédio de leis que apliquem punição aos que desacatam tais medidas assecuratórias. Com a intenção de que o sistema de saúde não fique sobrecarregado em virtude do alastramento da epidemia, e assim consiga lidar com tranquilidade no tratamento dos pacientes e não entre em colapso.