Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 20/06/2021

Segundo o ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade, o Brasil é o país com maior biodiversidade do mundo, contando com mais de 120 mil espécies de invertebrados e 9 mil espécies de animais vertebrados espalhados entre os seis biomas brasileiros. Entretanto, são muitos os fatores que tornam a convivência entre os animais e os cidadãos brasileiros desafiadora.

Ainda que seja um lugar rico em espécies, o Brasil também é um dos países que mais sofrem com desmatamento de florestas, e consequentemente, a destruição de habitats naturais de muitos animais. Em virtude disto, é comum que grupos de espécies migrem para centros urbanos em busca de alimento e abrigo, e levem consigo enfermidades que podem ser transmissíveis e fatais para os seres humanos, causando epidemias e o retorno de doenças antes consideradas erradicadas pelas autoridades da saúde.

Ademais, desafios como a desigualdade social colaboram para que tais problemas se agravem, tendo em vista que a falta de saneamento básico, a dificuldade de acesso a agentes de saúde e condições precárias de moradia resultam em riscos maiores na proliferação de doenças provenientes de animais silvestres que possuem hospedeiros em seus organismos, como por exemplo, o mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da dengue e febre amarela.

Em síntese, medidas devem ser tomadas para a resolução dos desafios expostos. Portanto, é de extrema urgência que os órgãos governamentais do país, como o Ministério da Saúde, em aliança com o Ministério do Meio Ambiente, ressaltem a importância da preservação da fauna brasileira, fiscalizando áreas de risco ambiental, acessibilizando a saúde preventiva através da construção de postos de saúde em locais de difícil acesso, como favelas e bairros periféricos e realizem campanhas e propagandas através da mídia que informem a importancia da vacinação como forma de prevenção com o objetivo de obter uma população saudável e imunizada.