Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2021
É indiscutível que as doenças sempre fizeram-se presentes no mundo. O século 14 ficou conhecido por ocorrer uma das maiores epidemias da história, onde a peste negra foi a grande responsável por contaminar e dizimar cerca de 1/3 da população do continente europeu na idade média. Já no Brasil, os contágios exorbitantes manifestaram-se após a chegada dos colonizadores portugueses que ao entrarem em contato com os nativos transmitiam bactérias e vírus até então desconhecidos no sistema imunológico dos indígenas.
O surgimento da cidade fez com que facilitasse a propagação dos males, isso aconteceu principalmente devido a precariedade no sistema de higiene e saúde. Doenças como a malária, febre amarela e peste bulbônica foram as pioneiras no quesito de disseminação no país. A sociedade entretanto não havia conhecimento sobre, e pela falta de informação muitas vítimas foram geradas e acabavam adoecendo. A primeira escola de medicina só surgiu em 1808 com a vinda da família real portuguesa, até então a filosofia colonial dificultava o ensino superior no Brasil, por considerá-lo ameaça aos interesses da corte.
Vale evidenciar que insatisfeito com as mortes em demandas, o médico Oswaldo Cruz, contratado para combater as doenças, impôs a vacinação obrigatória contra a varíola, para todo o brasileiro com mais de seis meses de idade. Porém, a vacinação não agradou a todos, a desinformação alastrava o medo por esses novos conhecimentos, chegavam a duvidar da eficácia dos remédios. O descontentamento se generalizou, somando aos problemas de moradia e ao elevado custo de vida, resultando na Revolta da Vacina Obrigatória. Entre 10 e 16 de novembro de 1904, as camadas populares do Rio de Janeiro saíram às ruas para enfrentar os agentes da Saúde Pública e a polícia. Ainda hoje, século XXI, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) o número de infectados é maior onde há moradias de baixa renda e com saneamento ambiental inadequado.
Para intervir e combater as epidemias no Brasil, é necessário influenciar os indivíduos por propagandas e palestras nas escolas sobre a eficácia da vacina e a importância da higiene. Além disso, o governo deve intervir por meios de investimentos em hospitais, no SUS (Sistema Único de Saúde) e em bons profissionais.