Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2021
Dentre os desafios que impedem o avanço da saúde pública brasileira na área de surtos epidémicos, o principal deles é a desinformação da população a respeito das epidemias e dos métodos de combate a essas doenças. Isso gera uma forte resistência contra as medidas públicas de controle de epidemias e, consequentemente, o aumento da propagação dessas doenças no Brasil.
Apesar de existir diversas companhas de conscientização contra doenças virais, como dengue e zika, muitas pessoas não confiam na ciência quando se trata de saúde. Segundo o estudo da Fundação Oswaldo Cruz diz que 41,4%, das pessoas pesquisadas, dissip que falta de “confiança” era o motivo da hesitação para a vacinação. Já a preocupação com eventos adversos (como efeitos colaterais) representou 23,6%.
Ademais, segundo uma pesquisa da Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas, constataram que, entre os pais, 16,5% deles estavam hesitantes em vacinar os filhos e 4,5% recusava totalmente a vacinação. Isso mostra uma grande resistência a vacina que pode gera até revoltas, como a revolta da vacina, ocorreu no Rio de Janeiro em 1905, contra a vacinação obrigatória da vacina de varíola.
Portanto, para diminuir o nível de desinformação, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, informatizar a população desde a pré-escola sobre a gravidade das doenças epidêmicas e métodos de combate relacionados a epidemias em áreas, como biologia e ciências, ou em rodas de debate na sala de aula com os professores. Para que as crianças cresçam sabendo da importância do combate a epidemias, diminuindo a resistência contra ela, assim, aumento a proteção contra epidemias.